Home Data de criação : 08/02/03 Última atualização : 08/03/12 06:37 / 30 Artigos publicados
 

Relembrando as polêmicas na passagem do raper Akon pelo Brasil  escrito em segunda 18 fevereiro 2008 06:12

akon

Em apenas uma hora de apresentação, o rapper senegalês Akon fez playback, caminhou literalmente em cima do público, ensaiou um striptease e saiu do palco sem se despedir em São Paulo, na noite desta terça-feira (16), no Via Funchal. Apesar de curta, a apresentação animou o público que quase lotou a casa, com capacidade para 6.000 pessoas.

A postura de estrela apareceu antes mesmo da apresentação. A organização do evento revelou na segunda-feira (15) que entre as exigências do cantor estavam garrafas de champanhe Cristal (cada uma custa cerca de R$ 1.400). Durante a apresentação ele também jogou toalhas pretas encharcadas com seu suor no meio dos fãs, que pareciam gostar da brincadeira.

Outra atitude um tanto inesperada do rapper foi quase ter feito um striptease para uma platéia composta principalmente por pré-adolescentes, adolescentes e crianças acompanhadas dos pais, depois de entoar o hit "Smack That", feito em parceria com Eminem. Akon chegou a ficar de cuecas pretas, com as calças quase no meio das pernas e sem camisa.

A fama de "bad boy" era conhecida, mas, a de sem noção, não. Antes de lançar o primeiro álbum "Trouble" (2004), o rapper já havia passado cinco anos na prisão porque furtou um carro.

Show relâmpago
Desde as 21h50 um DJ de uma emissora de rádio anunciava que Akon entraria no palco "dentro de cinco minutos". Depois de o show ameaçar começar três vezes, o público, que gritava histericamente, levantava as mãos e aguardava com várias máquinas digitais e celulares ligados, começou a vaiar a demora na entrada do senegalês. O rapper só apareceu no palco às 22h23.

Primeiro, às 22h15, ganhou a cena o DJ que o acompanha, vestido com colete e saia quadriculados, gravata, e com um cabelo no estilo moicano. Ele mixou samplers de Snoop Dogg, da canção "Beautiful Girls", hit de Sean Kingston, além de "Mas Que Nada", de Jorge Ben. Esta última para ganhar a simpatia dos brasileiros logo de saída. Durante o show, também roubou as atenções soltando fogo com um spray e subindo em cima da mesa de som.

"Make Some Noise!" (Façam barulho!), disse o rapper várias vezes ao longo do show. Akon entoou sucessos de seus dois álbuns, mas foram as músicas do segundo trabalho, "Konvicted" (2006), que mais empolgaram a platéia. Após cerca de 40 minutos, ele levou todos ao delírio desenrolando a seqüência de sucessos: "I Wanna Love You", em co-autoria com Snoop Dogg, "Smack That", feita com Eminem, e "Don't Matter", um de seus hits mais conhecidos.

Em "Mama Africa" e "Lonely", o rapper parecia dublar as músicas e só fazia cumprimentar o público e se deixar "ser tocado", sendo levado por alguns seguranças de um lado para o outro na barreira entre palco e platéia.

Por volta das 23h15, as luzes se apagaram, e o DJ mixou o hit "Satisfaction", do italiano Benny Benassi. Akon reapareceu no meio da multidão, fingindo cantar ao vivo o single "Sorry - Blame It On Me", hit que figura entre os mais tocados no ranking da revista "Billboard" atualmente em cuja letra ele pede desculpas por um incidente em que dançou com uma garota menor de idade durante um show em Trinidad e Tobago.

Carismático, cumprimentou seus fãs, que o entregaram de volta ao palco, agradeceu e saiu sem se despedir, simplesmente sumindo, no meio do playback.

Tumulto
Pego de surpresa e sem acreditar que o show havia acabado, o público saiu de uma vez só do Via Funchal, o que causou tumulto, calor e empurra-empurra. Não houve brigas ou confusões graves.
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